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  • Psicóloga Bianca Garcia

O que respiração tem a ver com estresse e ansiedade?


Hoje vou falar sobre a importância do treino de respiração para reduzir ou eliminar os sintomas físicos causados pelo estresse, tensão ou ansiedade. Você já parou pra reparar como você respira diante destas situações? Algumas pessoas relatam que passam a respirar mais rápido, outros que respiram de forma mais curta, mais superficial e alguns chegam a parar de respirar por alguns segundos. Na maior parte das vezes, não percebemos o “não respirar” ou o “respirar de forma diferente”, mas sim o desconforto que isso nos traz. Você sabe por que isso acontece? Isso de deve às alterações fisiológicas que experimentamos diante de estados de tensão ou ansiedade. Nosso corpo entende que estamos diante de uma situação de “luta ou fuga”, isso faz com que nosso coração bata mais forte, nossa respiração fique mais acelerada e nossos músculos contraídos. Estas reações seriam “úteis” e justificáveis se estivéssemos diante de uma situação de perigo real, mas não são adaptativas em situações cotidianas. Quando respiramos de forma curta, rápida e superficial ocasionamos um desequilíbrio do Oxigênio e Gás Carbônico no nosso organismo, causando os sintomas conhecidos como sintomas físicos de ansiedade (aceleração cardíaca, tonteira, tensão muscular e etc.). Que tal começar a prestar mais a atenção em você? Percebendo a maneira que anda sua respiração diante de situações estressoras, tensas e ansiosas. Separei algumas dicas que são valiosas para restabelecer a respiração, equilibrando os níveis de oxigênio e Gás Carbônico e consequentemente reduzindo o mal estar e o desconforto:

  • Ao perceber alterações na respiração, procure respirar de maneira controlada por alguns minutos;

  • Posicione as mãos sobre o seu abdômen. Tente inspirar profundamente pelo nariz por aproximadamente 4 segundos (a mão do abdômen deve subir), prenda a respiração por 1 segundo e expire pela boca por mais 4 segundos.

  • O item acima é uma sugestão, você pode ajustar a contagem de maneira que fique mais confortável pra você e que você se sinta mais relaxado;

  • Sinta o ar passando por seus pulmões e diafragma;

  • Se possível, tente pensar em algo agradável enquanto respira. Você pode criar uma cena mental ou lembrar-se de algo já conhecido que lhe traga tranquilidade e que prenda sua atenção suficientemente para que você consiga, pelo menos por alguns instantes, desviar o foco da situação que ocasionou tal desconforto;

  • Procure treinar as técnicas citadas anteriormente nos momentos em que está calmo. Assim ficará mais fácil usá-las na hora que estiver ansioso, tenso ou estressado.

  • Depois de restabelecer sua respiração, vale a reflexão sobre a situação que ocasionou tal desconforto, se de fato merecia ou justificava tal nível de estresse ou tensão. A Terapia Cognitivo Comportamental atua no exame dos pensamentos, dos estados de humor e comportamentos, questionando evidências e promovendo a reestruturação cognitiva.

Por: Bianca Garcia Moreira – CRP: 05/50104


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